quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Birds on the Wires de Jarbas Agnelli



Postei este vídeo porque eu mesma havia visto e recortado a foto que foi publicada na página 2 do caderno Metrópole do jornal O Estado de São Paulo e, também, porque eu sem nada saber de partituras e tempo de uma composição musical havia pensado em melodias quando vi a foto.
Adorei ver o resultado feito por Jarbas Agnelli.

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sábado, 2 de outubro de 2010

Birds & Wires



Postado por blackjackdavid | 29 de agosto de 2006
A mass migration of birds above a demolition zone (now the harrisonburg crossing shopping center) in harrisonburg va. If you're impatient, skip to the best part; after 5:30. Set to some superb field-recorded flute music from Sulawesi, Indonesia.

Para facilitar a compreensão, aí vai uma tradução simultânea do inglês para o português do www.tradukka.com:
(A migração em massa de aves acima de uma zona de demolição (agora a passagem arrisonburg centro comercial), em Arrisonburg, Virgínia. Se você ficar impaciente, pule para a melhor parte, depois de 5:30 minutos da melodia. Ouça um pouco da música gravada em campo na soberba flauta de Sulawesi, na Indonésia.)

Categoria:
Animais

Palavras-chave:
birds bird wire nick barbery harrisonburg VA virginia nature music indonesia indonesian tempa sorong sulawesi flutes sky

O encontro da canção num momento em que comemorava ainda o Jabuti de Carla Caruso com o livro Almanaque dos Sentidos, e de outros; e iniciava uma pesquisa no Google para decidir sobre o segundo candidato a Senador nas eleições de amanhã.
Encontros!

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Céu da cidade

Hora do Ângelus (Adélia Prado)

A poesia é pura compaixão.
Até grávida posso ficar,
se lhe aprouver um filho apelidado Francisco.
Tem mesmo alguma coisa no mundo
que obriga o mundo a esperar.
O carroceiro pragueja: ô deus,
a minha lida é mais dura
que a lida de um retireiro'.
Sem paciência, a beleza turva-se,
esta que sobre as tardes se inclina
e faz defensáveis
areias, ervas, insetos,
este homem que jamais disse a palavra crepúsculo.

In: Adélia Prado Poesia reunida. São Paulo, Siciliano, p. 165

Imagem: Leda Lucas
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

São Paulo - Prefeitura premia os vencedores do 5º Concurso de Fotografia Árvores da Cidade | O Jornal de São Sebastião, Il

São Paulo - Prefeitura premia os vencedores do 5º Concurso de Fotografia Árvores da Cidade

Eu participei com a imagem postada abaixo, e ela foi uma das 20 selecionadas para a Exposição.
Fiquei muito feliz.

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Árvores de São Paulo

Com esta imagem participei do V Concurso Árvores de São Paulo. E tive a sorte de ela ser uma das 20 escolhidas, entre mais de 1700 enviadas, para a exposição deste ano.
Quem me conhece sabe muitas histórias de minha trajetória e da felicidade que estou sentindo por mais este acontecimento em minha vida.

Imagem: Leda Lucas

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lua de Casa


Acontece mais nos dias de frio. Ela chega silenciosa, aninha-se à volta, encostando seu dorso à perna da gente ou procurando colo.
Um peso manso ressona, ronrona; e aquece.
Depois, enrodilha-se, faz pose e dorme.
Eu sonho.

Imagem: Leda Lucas
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Busca de ser


A Concha

I

“À concha corresponde um conceito tão claro, tão firme, tão rígido que não, podendo simplesmente desenhá-lo, o poeta, reduzido a falar dele, a princípio fica com um déficit de imagens. Em sua evasão para os valores sonhados, é interrompido pela realidade geométrica das formas. E as formas são tão numerosas, por vezes tão ovas que, a partir do exame positivo do mundo das conchas, a imaginação é vencida pela realidade. Aqui a natureza imagina e a natureza é sábia. Bastará folhear um álbum de amonites para reconhecer que, desde a era secundária, os moluscos construíam sua concha de acordo com as instruções da geometria transcendental. Os amonites faziam sua morada no eixo de uma espiral logarítmica. No belo livro de Monod-Herzen há uma explicação muito clara dessa construção das formas geométricas pela vida.

Naturalmente o poeta pode entender essa categoria estética de vida. O belo texto que Paul Valéry escreveu sob o título Les coquillages é iluminado de espírito geométrico. Para o poeta, 'um cristal, uma flor, uma concha destacam-se da desordem comum do conjunto das coisas sensíveis. São para nós objetos privilegiados, mais inteligíveis à vista, conquanto mais misteriosos para a reflexão que todos os outros que vemos indistintamente'. Parece que para o poeta, grande cartesiano, a concha é uma verdade da geometria animal bem solidificada, portanto 'clara e distinta'. O objeto construído é altamente inteligível. É a formação e não a forma, que permanece misteriosa. Mas, no plano de forma a tomar, que decisão vital na primeira escolha, que consiste em saber se a concha enrolará para a esquerda ou para a direita! Quanto já se disse sobre esse turbilhão inicial! De fato, a vida começa lançando-se para a frente do que girando sobre si mesma. Um impulso vital que gira, que maravilha, que maravilha insidiosa, que sutil imagem de vida! E quantos sonhos poderíamos ter sobre a concha canhota! Sobre uma concha que fugisse à rotação da espécie!

Paul Valéry detém-se longamente diante do ideal de um objeto modelado, de um objeto cinzelado que justificaria o seu valor de ser pela bela e sólida geometria da forma, pondo de lado a simples preocupação de proteger a matéria. A divisa do molusco seria então: é preciso viver para construir sua casa, e não construir sua casa para viver nela.

…

Tudo é dialética no ser que sai da concha.”

(BACHELARD, Gaston. In: A Poética do Espaço. Tradução: Antonio de Pádua Danesi.

São Paulo, Martins Fontes, 2003, 1ª ed., ps. 117 e 118.)

Imagem: Leda Lucas (A propósito de visita ao Museu Precolombino, em Santiago, Chile, na primavera de 2009.)

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