Zé do Padre e sua delicada viola, em BH.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Folia de Reis - Mato Dentro - S B do Suaçuí
Evento cultural religioso em todo o país e cada um com sua harmonia e um mesmo sentimento.
Viva a cultura!
Viva a alma de um povo!
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Pássaro construtor
Casal de João-de-Barro constrói há quase um mês sua casa defronte a janela de casa.
E ainda Gaston Bachelard em A Poética dos Espaços.
"(...) Assim, os valores deslocam os fatos. Desde que amamos uma imagem, ela já não pode ser a cópia de um fato. Um dos maiores sonhadores da vida alada, Michelet, oferece mais uma prova disso. No entanto, ele dedica apenas algumas páginas à 'arquitetura dos pássaros', mas, ao mesmo tempo, essas páginas pensam e sonham.
O pássaro, diz Michelet, é um operário desprovido de qualquer ferramenta. Não tem 'nem a mão do esquilo, nem o dente do castor'. "A ferramenta, na verdade, é o próprio corpo do pássaro, é o seu peito com o qual ele aperta e comprime os materiais até torná-los absolutamente dóceis, até misturá-los, sujeitá-los à obra geral." E Michelet sugere a casa construída pelo corpo, para o corpo, assumindo sua forma pelo interior, como uma concha, uma intimidade que trabalha fisicamente. É o interior do ninho que impõe a sua forma. 'No interior, o instrumento que impõe ao ninho a forma circular não é senão o corpo do pássaro. É virando-se constantemente e recalcando as paredes de todos os lados que ele consegue formar esse círculo.' A fêmea, um torno vivo, escava sua casa."
(No caso do João-de Barro, os dois efetuam a tarefa de construir a casa, o que pude observar em suas chegadas e partidas neste quase um mês de estimulante empreitada!)
"(...) E Michelet continua: 'A casa é a própria pessoa, sua forma e seu esforço imediato; eu diria, seu sofrimento. O resultado só é obtido pela pressão constantemente repetida do peito. Não há um só desses caminhos que, para firmar e conservar a curvatura do ninho, não tenha sido milhares de vezes pressionado pelo seio, pelo coração, certamente perturbando a respiração, talvez com palpitação.'
Que inverossímil inversão de imagens! O seio não é aqui gerado pelo embrião? Tudo é impulso interno, intimidade fisicamente dominadora. O ninho é fruto que incha, que se comprime contra seus limites."
Do fundo de que devaneios sobem tais imagens?
Gaston Bachelard. Tradução: Antonio de Pádua Danesi. Martins Fontes Editora, São Paulo, 1ª edição, 1993, 112 a 113.
Vídeo: Leda Lucas
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sábado, 1 de janeiro de 2011
Desert Blues Musikprojekt aus Mali Teil 1
Viva toda a música e toda a geografia!
Viva a diversidade cultural e todos os povos!
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"Ai du" live by Vieux Farka Toure @ Joe's Pub
Uma canção portadora de sentimentos infinitos.
Viva a música em nós.
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Sonhos de criança
Ausência
"Como llenarte, soledad,
sino contigo misma..."
CERNUDA
"O corpo, feito fruto maduro, desliza na luz vagarosa dos postes, sem nome, (...) apenas pele roçada pelo ardor do olhar. E os dedos abrem, gomo a gomo, a polpa macia da carne. Mas no ar, um cheiro, uma ausência, quase a chuva, e as mãos vazias," ...
Wassily Chuck. In: Silêncios de Água e Pedra. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2008, p. 111
Uma criança nina seu sonho nas terras do Brasil.
Imagem: Leda Lucas
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