quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Assim que o vento chegar


... as sementes caindo em terra fértil, brotarão.
E nós em nosso eterno e amoroso fazer nos tornaremos um pouco mais felizes se tivermos, cada um, feito a nossa arte.
"(...)Viver nem não é muito perigoso?", em palavras de Riobaldo no romance Grande sertão:veredas.

A imagem é de um dente-de-leão que nasceu em beira de calçada das muitas ruas e muros na cidade, e a fiz numa tarde de domingo, quando ia para a casa de meu pai.
A colheita das flores era para o aniversário de minha irmã.

Imagem e texto: Leda
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Piano no saguão

... e as pessoas passam. Nem sempre param e nem sempre podem parar. Talvez mais pelo inusitado. 
Quem deles já se aproximou do instrumento?Aqui é saguão de estação de trens. A gente mora quase sempre longe. Tantos afazeres.
Mas o piano é convidativo; a música é maior que a pressa.
E alguns timidamente experimentam ter mais coragem. Então, tocam a música que têm dentro de si.
Uma alegria a mais.

Imagem e texto: Leda
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

No Labirinto de Azul



No céu o inatingível
azul. Ou ilusão
de quem navega
no chão

No Labirinto de Azul
Amélia Toledo funde
o eu
e o si de mim
põe cor no azul.


Imagem e texto: Leda
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Pré-sal: Cenário totalmente diferente


Lula lembra dos tempos do pensamento subalterno, da Petrobrax

Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax. Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás. "Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa", disse o presidente Lula no lançamento do pré-sal. O artigo é de Rodrigo Vianna

Artigo publicado originalmente no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:

Lula mostrou estatura de estadista no discurso de segunda-feira, no lançamento do pré-sal. Mostrou à nação o que está em jogo hoje no Brasil.

Lula colou na testa dos tucanos o rótulo de "adoradores do mercado". Lembrou que eles queriam "desmontar a Petrobrás".

Lula mostrou que não é preciso chamar a neo-UDN de "entreguista", como se dizia nos anos 50/60. 

Basta lembrar que a neo-UDN tucana chamava a Petrobrás de "dinossauro, que precisava ser desmantelado".

Foi o que Lula fez em seu discurso histórico. Um discurso que não foi de improviso, mas cuidadosamente escrito para se transformar em um documento histórico.

E ainda há quem defenda a tese esdrúxula de que "não há diferença entre Lula e FHC". Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax.

Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás.

Vejam como Lula - no discurso histórico - se refere àqueles tempos que não voltam mais:

"Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.

Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro. 

Foram tempos de pensamento subalterno. O país tinha deixado de acreditar em si mesmo. Na economia, campeava o desalento. O Brasil não conseguia crescer, sofria com altas taxas de juros, de desemprego, e juros estratosféricos, apresentava dívida externa elevadíssima e praticamente não tinha reservas internacionais. Volta e meia quebrava, sendo obrigado a pedir ao FMI ajuda, que chegava sempre acompanhada de um monte de imposições.

Além disso, não produzíamos o petróleo necessário para nosso consumo. Ferida, desestimulada e desorientada, a Petrobras vivia um momento muito difícil."

Boletim Carta Maior - 02/09/2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A abelha e eu


Das muitas gentilezas que há
o que é que se compara
ao objetivo amoroso
da abelha?

A orientação dada
pelo Sol
o tino
o perfume


Foto e texto: Leda
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fio dado



Desde o centro
sigo o fio
dado e vou

Bem-me-quer
Mal-me-quer
Bem-me-quer

No todo redondo
a roda (in)
finita


Imagem e texto: Leda
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Viajante

Encerrada em meus dias, vulneráveis ao sopro dos ventos e da variação climática, o que queria mesmo era arranjar flores de papel crepom de qualquer cor e uma caixa de chita e voltear o mundo.

Imagem e texto: Leda

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