terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Minha cidade/456(3)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Minha Cidade/456(2)
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Melastomataceae
Gênero: Tibouchina
Quaresmeira (ou "Flor-de-quaresma") é o nome vernacular atribuido a sete espécies do gênero Tibouchina, sendo elas:
T. mutabilis ("manacá-da-serra-anão", "jacatirão-anão", "cuipeuna")
T. granulosa ("tibouchina", "quaresmeira", "quaresmeira-roxa")
Tibouchina 'Alstonville' (Híbrido)
T. sellowiana ("quaresmeira-da-serra")
T. herbaceae ("quaresminha")
T. semidecandra ou T. urvilleana (Sinônimos) ("quaresmeira-roxa-anã")
T. grandifólia ("quaresmeira-anã")
T. pulchra ("jacatirão", "quaresmeira-do-frio")
Também são conhecidas como "quaresmeiras" algumas plantas de outros gêneros de melastomáceas como, por exemplo, a Schizocentron elegans ("quaresmeira-rasteira") e a Huberia semiserrata ("quaresmeira-do-brejo").
domingo, 17 de janeiro de 2010
Preciso de Silêncio
Madredeus
Composição: Pedro Ayres Magalhães
Assim
pouco a pouco
escolhi
O presente silêncio
Silêncio
tão pouco querido
oh, derradeiro momento
Silêncio
Momento
Silêncio
Minha cidade/456
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Metade
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Zilda Arns

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Civilização e barbárie
Enquanto os deuses dormem, ou fingem dormir, as pessoas caminham. É dia de feira neste povoado perdido nos arredores de Totonicapán, e o vaivém é grande. De outras aldeias chegam mulheres carregando pacotes pelas veredas verdes. Elas se encontram na feira, hoje aqui, amanhã acolá, neste povoado e em outro, como dentes que vão rumo à boca, e conversando vão sabendo das novidades, lentamente, enquanto vendem, pouco a pouco, uma coisinha ou outra.
Uma velha senhora estende seu lenço no chão, e ali deita sua mercadoria: defumador feito de um cacto chamado nopal, tinturas de anil e de cochonilha, algumas pimentas bem picantes, ervas coloridas, um jarro de mel silvestre; uma boneca de pano e um boneco de barro pintado; faixas, cordões, fitas; colares de sementes, pentes de osso, espelhinhos...
Um turista, recém-chegado à Guatemala, quer comprar tudo.
Como ela não entende, ele explica com as mãos: tudo. Ela nega com a cabeça. Ele insiste: você me diz quanto quer, eu digo quanto pago. E repete: compro tudo. Fala cada vez mais alto. Grita. Ela, estátua sentada, se cala.
O turista, exausto, vai embora. Pensa: Este país não vai chegar a lugar nenhum.
Ela vê como ele se afasta. Pensa: Minhas coisas não querem ir embora com você.
Galeano, Eduardo. In: Bocas do Tempo. Tradução de Eric Nepomuceno. Porto Alegre, L&PM, 2004, pág. 280.
Imagem: Leda Lucas (Museu Precolombino – Santiago - Chile)

