quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Roda Gigante

Fotografia de Win Wenders exposta no Masp

Chico Buarque canta Roda Viva acompanhado do quarteto vocal MPB4, na Tv Record.

A Roda Gigante na canção vencedora de uma das edições do Festival da Tv Record, em 1967
e em fotografia de Win Wenders, na Armênia.

"Roda mundo
Roda-gigante"
...

Roda Viva

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

http://letras.ms/Bk

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Michael Kenna


A fotografia como fazer poético.
Aprendi sobre este fotógrafo com o mestre Fernando Rabello, meu orientador virtual.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário (2009) - TRAILER OFICIAL


Documentário sobre trabalho de Vik Muniz selecionado para a estatueta do Oscar de 2011.
Um lindo trabalho com catadores de material reciclável do aterro sanitário Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro.
Boa sorte aos idealizadores, produtores e o pessoal do Jardim Gramacho.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onde há porto


Declaração


José Régio


Teorias são brinquedos

Que, por mim, não tomo a sério.

Tomo a sério os meus enredos.

Crer... só sei crer no Mistério.

De doutrinas não me importo!

Sinto-me bem no mar alto.

Só me recolho ao meu porto.

Convidam-me, e sempre eu falto.

De escolas, não sou aluno.

Se comunico, é em verso.

Sou muito diverso,

E uno.


(In "Poesia II - Obra completa ", Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2001)

José Régio - biografia


Página da cidade de Vila do Conde

"José Maria dos Reis Pereira, o futuro José Régio, nasceu em Vila do Conde a 17 de Setembro de 1901 e nesta cidade faleceu a 22 de dezembro de 1969. Filho segundo do casal José Maria Pereira Sobrinho e sua mulher Maria da Conceição Reis, iniciou a Escola Primária, na Meia-Laranja, em 1908, concluindo o ensino primário em 19 de Agosto de 1913, ano em que ingressa no célebre Instituto Secundário, fundado e dirigido pelo padre José Praça, fazendo os exames respectivos no Liceu Rodrigues de Freitas. A 6 de Novembro de 1920 matriculou-se na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Letras, instalando-se numa casa da Rua das Flores, nº 37, onde estavam outros conterrâneos, a quem «uma velhota de olhos esbugalhados cobrava o preço da pensão, contando num caderno, um a um, os ovos que lá apontava e que haviam comido «a mais» durante o mês».

Rapidamente integrado no ambiente coimbrão e nas tertúlias literárias (é em Dezembro de 1921 que pela primeira vez assina JOSÉ RÉGIO) começa a desenvolver uma intensa actividade literária, com colaboração em revistas de Coimbra e não só. Em 1925 termina o curso de Românicas, com a apresentação da tese de licenciatura: «As correntes e as individualidades na moderna poesia portuguesa». Neste mesmo ano publica o seu primeiro livro: «Poemas de Deus e do Diabo» a que a crítica da época não dedica grande atenção. Em 1927 com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, funda a revista «presença - folha de arte e crítica», cujo primeiro número viu a luz do dia a 10 de Março.
No ano escolar de 1928-29, leccionou no Liceu Alexandre Herculano, do Porto, não sendo um professor muito assíduo, diga-se de passagem e onde se relacionou com o amigo e desamigo José Marinho. Em 1929 é colocado no Liceu Nacional de Portalegre, de que hoje é patrono, onde exerceu o magistério durante mais de trinta anos.
Na «cidade do Alto Alentejo, cercada de serras, ventos penhascos, oliveiras e sobreiros...» José Régio escreveu a maior parte da sua obra, ao mesmo tempo que se dedicava nas deambulações por montes e veredas a arrecadar, para colecção, velharias de toda a espécie, com as quais encheu a sua casa da «Boavista», sobrando ainda para a de Vila do Conde. Régio escrevendo a Jorge de Sena, havia de confessar: «...não sei que estranho feitiço me prende a isto...», referindo-se à cidade que o acolhera.
Reformado do ensino em 1962, voltaria para a sua cidade natal - Vila do Conde - onde vinha nas férias escolares para se reunir com a família que sempre tanto amou e com os amigos daqui e da Póvoa de Varzim, onde também os tinha e bons.
Sete anos depois de reformado, continuando com grande intensidade a sua vida literária onde foi grande em todos os géneros que cultivou - Romance, Teatro, Novela, Conto, Crítica, Jornalismo, Ensaio, Poesia, faleceu no dia frio de 22 de Dezembro de 1969.
Os sinos da Igreja Matriz, aonde bebé de onze dias foi baptizado, dobraram a finados e a triste e dolorosa nova correu por toda a urbe: Morreu José Régio.
Hoje, ao recordarmos os 25 anos do seu falecimento, queremos que a celebração seja entendida como um hino de glória à vida de um dos mais altos expoentes da Literatura Portuguesa de sempre."

"In «José Régio - Biografia Breve», de A. Monteiro dos Santos, Novembro de 1994"

Imagem: Leda Lucas

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Trilha e som


Vídeo feito por mim para registrar sons com os quais convivi nestes dias no interior. O som dos automóveis persistiu.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Beijo e bálsamo

No meio do meio da vida inicia-se a cata de permanências.
A primeira, o bálsamo, era uma folha só apanhada do chão na passagem de muita gente em seu quotidiano ir e vir. Mora comigo há muito tempo em vasos na janela para ter mais Sol.
Esta já filha de tragédia, pois era já copa de uma enorme minúscula árvore pousada num vasinho à janela da área de serviço de minhas duas últimas moradas. Um dia, já de tarde, uma ventania a derrubou cortando-lhe o tronco ao meio.
Plantei a copa num outro pote; e a original está em sua labuta de cuidado de seu antigo e novo tronco.
A planta no vaso à vista toda, catei-a já murcha, também em passagens das muitas gentes. A trouxe comigo, coloquei-a em um vaso de vidro com água. Criou raízes, nasceram mais folhas, deu flores.
Agora está em vaso convivendo com o brotar de duas sementes de planta cujo nome não sei.
Estou esperando flores laranja e sementes a procurar terra com o vento.

Imagem: Leda Lucas
Texto: Leda Lucas
Posted by Picasa
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mestre Zé Padre - Toque do Genésio

Zé do Padre e sua delicada viola, em BH.