sábado, 29 de janeiro de 2011

YMA SUMAC - Sonidos de la Amazonía


O Jardim das Hespérides: Yma Sumac.

http://www.youtube.com/watch?v=YSsc0vKmrpo

O Jardim das Hespérides: Yma Sumac.: "By Barbara Fiedler. No auge da carreira, ela podia cantar em uma impressionante extensão de cinco oitavas. Nascida Zoila Augusta Empe..."

Para conhecer mais a artista peruana que encantou o mundo.
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YMA SUMAC - Taita Inti
Foi com Eduardo Galeano que aprendi sobre esta incrível mulher peruana em algum dos vários livros que tenho deste escritor uruguaio que não se pode passar sem ler.
Fui procurar o livro – Mulheres – para postar o texto, mas o texto não está lá. Vou ter de procurar e assim que encontrar o texto eu o postarei. Aguardem; pois.
Por enquanto viajemos pela América Latina na voz de Yma Sumac.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Roda Gigante

Fotografia de Win Wenders exposta no Masp

Chico Buarque canta Roda Viva acompanhado do quarteto vocal MPB4, na Tv Record.

A Roda Gigante na canção vencedora de uma das edições do Festival da Tv Record, em 1967
e em fotografia de Win Wenders, na Armênia.

"Roda mundo
Roda-gigante"
...

Roda Viva

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

http://letras.ms/Bk

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Michael Kenna


A fotografia como fazer poético.
Aprendi sobre este fotógrafo com o mestre Fernando Rabello, meu orientador virtual.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário (2009) - TRAILER OFICIAL


Documentário sobre trabalho de Vik Muniz selecionado para a estatueta do Oscar de 2011.
Um lindo trabalho com catadores de material reciclável do aterro sanitário Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro.
Boa sorte aos idealizadores, produtores e o pessoal do Jardim Gramacho.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onde há porto


Declaração


José Régio


Teorias são brinquedos

Que, por mim, não tomo a sério.

Tomo a sério os meus enredos.

Crer... só sei crer no Mistério.

De doutrinas não me importo!

Sinto-me bem no mar alto.

Só me recolho ao meu porto.

Convidam-me, e sempre eu falto.

De escolas, não sou aluno.

Se comunico, é em verso.

Sou muito diverso,

E uno.


(In "Poesia II - Obra completa ", Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2001)

José Régio - biografia


Página da cidade de Vila do Conde

"José Maria dos Reis Pereira, o futuro José Régio, nasceu em Vila do Conde a 17 de Setembro de 1901 e nesta cidade faleceu a 22 de dezembro de 1969. Filho segundo do casal José Maria Pereira Sobrinho e sua mulher Maria da Conceição Reis, iniciou a Escola Primária, na Meia-Laranja, em 1908, concluindo o ensino primário em 19 de Agosto de 1913, ano em que ingressa no célebre Instituto Secundário, fundado e dirigido pelo padre José Praça, fazendo os exames respectivos no Liceu Rodrigues de Freitas. A 6 de Novembro de 1920 matriculou-se na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Letras, instalando-se numa casa da Rua das Flores, nº 37, onde estavam outros conterrâneos, a quem «uma velhota de olhos esbugalhados cobrava o preço da pensão, contando num caderno, um a um, os ovos que lá apontava e que haviam comido «a mais» durante o mês».

Rapidamente integrado no ambiente coimbrão e nas tertúlias literárias (é em Dezembro de 1921 que pela primeira vez assina JOSÉ RÉGIO) começa a desenvolver uma intensa actividade literária, com colaboração em revistas de Coimbra e não só. Em 1925 termina o curso de Românicas, com a apresentação da tese de licenciatura: «As correntes e as individualidades na moderna poesia portuguesa». Neste mesmo ano publica o seu primeiro livro: «Poemas de Deus e do Diabo» a que a crítica da época não dedica grande atenção. Em 1927 com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, funda a revista «presença - folha de arte e crítica», cujo primeiro número viu a luz do dia a 10 de Março.
No ano escolar de 1928-29, leccionou no Liceu Alexandre Herculano, do Porto, não sendo um professor muito assíduo, diga-se de passagem e onde se relacionou com o amigo e desamigo José Marinho. Em 1929 é colocado no Liceu Nacional de Portalegre, de que hoje é patrono, onde exerceu o magistério durante mais de trinta anos.
Na «cidade do Alto Alentejo, cercada de serras, ventos penhascos, oliveiras e sobreiros...» José Régio escreveu a maior parte da sua obra, ao mesmo tempo que se dedicava nas deambulações por montes e veredas a arrecadar, para colecção, velharias de toda a espécie, com as quais encheu a sua casa da «Boavista», sobrando ainda para a de Vila do Conde. Régio escrevendo a Jorge de Sena, havia de confessar: «...não sei que estranho feitiço me prende a isto...», referindo-se à cidade que o acolhera.
Reformado do ensino em 1962, voltaria para a sua cidade natal - Vila do Conde - onde vinha nas férias escolares para se reunir com a família que sempre tanto amou e com os amigos daqui e da Póvoa de Varzim, onde também os tinha e bons.
Sete anos depois de reformado, continuando com grande intensidade a sua vida literária onde foi grande em todos os géneros que cultivou - Romance, Teatro, Novela, Conto, Crítica, Jornalismo, Ensaio, Poesia, faleceu no dia frio de 22 de Dezembro de 1969.
Os sinos da Igreja Matriz, aonde bebé de onze dias foi baptizado, dobraram a finados e a triste e dolorosa nova correu por toda a urbe: Morreu José Régio.
Hoje, ao recordarmos os 25 anos do seu falecimento, queremos que a celebração seja entendida como um hino de glória à vida de um dos mais altos expoentes da Literatura Portuguesa de sempre."

"In «José Régio - Biografia Breve», de A. Monteiro dos Santos, Novembro de 1994"

Imagem: Leda Lucas

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