segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Gaston Bachelard
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Quais as perguntas do peixe?
Cada verso é uma pergunta do poeta.
E as estrelas...
as flores...
o mundo...
são perguntas de Deus.
Mario Quintana
(1906-1994)
Mais sobre Mario Quintana em
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
À Paz
A Paz
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil & João DonatoA paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Filme de Wim Wenders
PINA - Tanzt, tanzt, sonst sind wir verloren from neueroadmovies on Vimeo.
Pina Bausch por Wim Wenders.Luz na flor
(A que nível, em que altura é preciso meditar sobre o que nos diz Henry Corbin, neste fragmento do livro A Chama de Uma Vela, de Gaston Bachelard?)
“Diante do mundo das flores estamos em estado de imaginação dispersada. (…) Cada flor é uma aurora. Um sonhador de céu deve encontrar em cada flor a cor de um céu.
(…) Para abrir um sábio artigo, 'Simpatia e teopatia dos Fiéis do amor, no Islã', Henry Corbin cita Proclus, invocando 'o heliotrópio e sua prece':
'Que outra razão, pergunta Proclus, pode-se dar ao fato de que o heliotrópio segue com seu movimento da lua, cortejando, na medida do possível, as labaredas do mundo, além de admitir as harmonias causais, as causalidades cruzadas entre os seres da terra e os seres do céu?
'Pois, na verdade, toda coisa ora, segundo a categoria que ocupa na natureza, e canta em louvor ao chefe da série divina à qual pertence, elogio espiritual e elogio racional, físico ou sensível; pois o heliotrópio se move por ser livre em seu movimento e, na volta que faz, se se pudesse surpreender o som do ar tocado por esse movimento, se perceberia que se trata de um hino a seu rei, da maneira que uma planta pode cantá-lo.'
A chama de vida do ser que floresce é uma tensão em direção ao mundo da pura luz.
E todas essas transformações são transformações felizes de lentidão. As labaredas nos jardins do céu, de acordo com as flores nos jardins do homem, são chamas firmes, são chamas lentas. O céu e as flores estão de acordo em aprender meditando a meditação lenta, a meditação que ora.”
Gaston Bachelard, em A chama de Uma Vela, págs. 87 e 88.
Imagem: Leda Lucas

