quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Pré-sal: Cenário totalmente diferente
Lula lembra dos tempos do pensamento subalterno, da Petrobrax
Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax. Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás. "Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa", disse o presidente Lula no lançamento do pré-sal. O artigo é de Rodrigo Vianna
Rodrigo Vianna
Artigo publicado originalmente no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:
Lula mostrou estatura de estadista no discurso de segunda-feira, no lançamento do pré-sal. Mostrou à nação o que está em jogo hoje no Brasil.
Lula colou na testa dos tucanos o rótulo de "adoradores do mercado". Lembrou que eles queriam "desmontar a Petrobrás".
Lula mostrou que não é preciso chamar a neo-UDN de "entreguista", como se dizia nos anos 50/60.
Basta lembrar que a neo-UDN tucana chamava a Petrobrás de "dinossauro, que precisava ser desmantelado".
Foi o que Lula fez em seu discurso histórico. Um discurso que não foi de improviso, mas cuidadosamente escrito para se transformar em um documento histórico.
E ainda há quem defenda a tese esdrúxula de que "não há diferença entre Lula e FHC". Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax.
Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás.
Vejam como Lula - no discurso histórico - se refere àqueles tempos que não voltam mais:
"Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.
Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro.
Foram tempos de pensamento subalterno. O país tinha deixado de acreditar em si mesmo. Na economia, campeava o desalento. O Brasil não conseguia crescer, sofria com altas taxas de juros, de desemprego, e juros estratosféricos, apresentava dívida externa elevadíssima e praticamente não tinha reservas internacionais. Volta e meia quebrava, sendo obrigado a pedir ao FMI ajuda, que chegava sempre acompanhada de um monte de imposições.
Além disso, não produzíamos o petróleo necessário para nosso consumo. Ferida, desestimulada e desorientada, a Petrobras vivia um momento muito difícil."
Boletim Carta Maior - 02/09/2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Viajante
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
vivAcor
Galeria Nara RoeslerExposição: vivAcor
Período: 04/08/2009 a 12/09/2009
Amélia Toledo é hoje parte da história da arte brasileira. Sua carreira de mais de cinco décadas coloca-a na linha de frente da melhor produção brasileira, com obras que focam a relação do corpo do espectador com a cor. As grandes esculturas produzidas por Amélia Toledo hoje se misturam à paisagem das cidades,...
Leda
Caderno de escola
Hoje não fiz nenhum apontamento em papel. Mas senti uma enorme saudade do desejo de carregar debaixo do braço ou na maleta de couro de alças o caderno e um lápis que a mão grossa da criança já quase não podia segurar.Se este fosse aquele momento, eu escreveria por sobre o sujo da terra junto ao carvão do tição de lenha, linha após linha, o seu bendito nome.
Água de mina. Água de mina. Água de mina. Água de min. Água de mi. Água de m. Água de. Água d. Água. Água! Águ. Ág. Á.
Leda

