terça-feira, 6 de julho de 2010

Cenas memoráveis do cinema

"É apenas com o coração que se pode ver
direito; o essencial é invisível aos olhos".
(Saint-Exupéry)

Categoria:

Filmes e desenhos

Palavras-chave: perfume de mulher

Fonte: privequi, 29 de março de 2007

Segundo comentário de jcproenca e postado há onze meses: O verdadeiro tango é dançado com essa entrega e esse tom de que a mulher não sabe o próximo passo, assim sendo, ela tem de ser conduzida pelo homem. Muito boa a atuação da atriz, passou essa impressão de não saber dançar tango.
Realmente é isso que deixa a dança tão linda como é. Fiquei muito feliz quando vi a cena pela primeira vez e impressionado, pois se preocupam tanto com a técnica que fica algo mecânico! CENA SIMPLESMENTE LINDA!!!

Amei este vídeo.

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

sábado, 3 de julho de 2010

Pedra no caminho

Plantada no vão do Masp, testemunha diariamente idas e vindas das pessoas da Metrópole ou nem. Desde a primeira vez que a vi, pergunto-me sobre o gênio que a deslocou até aqui e depositou-a à beira de nosso caminho como a nos fazer viver o poema de Carlos Drummond que rompendo a tradição literária em nosso país escreve:
TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

Bom seria que nós, os passantes diários e eventuais, estivéssemos acordados aos acontecimentos todos que nos rodeiam.
Você, é sempre, para mim, uma incrível pergunta. É personificação de enigma.
Eu não tenho respostas.

Imagem: Leda Lucas
Texto: Leda Lucas

Posted by Picasa
Mas o que é um menir?

Para marcar as estações, realizar cerimônias religiosas, demarcar território – e, no caso do personagem Obelix, como arma contra os romanos. Menir é uma pedra geralmente alongada, natural ou cortada e esculpida, entre 50 centímetros e 11 metros de altura. Povos celtas, por exemplo, montavam estruturas de menires em forma de fileiras, círculos ou corredores, ao redor das quais ocorriam homenagens, eventos fúnebres e até sacrifícios humanos. Para eles, as pedras eram símbolo de eternidade. “Mas a principal função era marcar as estações do ano e das colheitas”, diz o historiador paranaense Johnni Langer. Para isso, as pedras eram construídas alinhadas ao sol. Há menires em quase todo mundo. As construções mais famosas são Stonehenge, na Inglaterra, e Carnac, na França. O Brasil também tem menires indígenas. O maior fica em Monte Alto, na Bahia, com quase 400 blocos.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Janela e um mundo

O ofício do pintor

Para o ofício de pintar é necessário:
Educar mãos e olhos.
Não ter pressa.
Fazer a mão obedecer.
Fazer os olhos verem diferente do que se vê.
Fazer da mão instrumento de descobertas.
Alimentar os olhos com imagens.
Alimentar os olhos com palavras.
Ouvir música.
Ouvir silêncios.
Aprender a ver a realização diferentemente do desejo.
Insistir.
Descobrir que o visível está povoado de invisíveis.
Fazer o igual até descobrir o diferente.

FINGERMAN, Sergio. In: ELOGIO AO SILÊNCIO E
ALGUNS ESCRITOS SOBRE A PINTURA
. São Paulo:BEI Comunicação, 2007, p. 39.

Camile!
Obrigada por ter me mostrado este acontecimento.
Imagem: Leda Lucas
Posted by Picasa
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

A Cidade e o Poeta


A Cidade e o Poeta

"A cidade se veste da tarde e se oferece, lírio aberto às mãos do poeta. E os dedos tocam o silêncio das casas e a vasta pobreza do vento pelas ruas.
Nenhuma posse, nada retém para si, mas, suave, o toque liberta, como o pássaro liberta o ar no voo mais denso."

CHUCK, Wassily. In: Silêncios de Água e Pedra. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2008, p. 107

Imagem: Leda Lucas

Posted by Picasa

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

domingo, 27 de junho de 2010

Convite ao bem-estar

"... as frutas nos convidam a saborear o mundo. E diante desses Mundos-Frutas que solicitam os nossos devaneios, como não afirmar que o homem do devaneio é cosmicamente feliz?"
"(...) os grandes poetas nos ensinam a sonhar. Alimentam-nos de imagens com as quais podemos concentrar nossos devaneios de repouso. Oferecem-nos suas imagens psicotrópicas, pelas quais animamos um onirismo desperto. É nesses encontros que uma Poética do Devaneio toma consciência de suas tarefas: determinar consolidações dos mundos imaginados, desenvolver a audácia do devaneio construtivo, afirmar-se numa consciência de sonhador, coordenar liberdades, encontrar o verdadeiro em todas as indisciplinas da linguagem, abrir todas as prisões do ser para que o humano tenha todos os devires."
BACHELAR, Gaston. In: A poética do devaneio. Tradução: Antonio de Pádua Danesi. Martins Fontes, São Paulo, 2006, 2ª ed., p. 152.
Imagem: Leda Lucas
Posted by Picasa
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

sábado, 26 de junho de 2010

Mafaro

Mafaro quer dizer ALEGRIA na língua Zimbabwe, explica-nos André Abujamra.

Um sonho de Juana

Ela perambulava pelo mercado de sonhos. As vendedoras estenderam sonhos sobre grandes panos no chão.
Chega ao mercado o avô de Juana, muito triste porque faz muito tempo que não sonha. Juana o leva pela mão e ajuda-o a escolher sonhos, sonhos de marzipã ou algodão, asas para voar dormindo, e vão-se embora os dois carregados de sonhos que não haverá bastante noite.

GALEANO, Eduardo. In: Mulheres. Tradução de Eric Nepomuceno. L&PM Pocket, Porto Alegre, 1ª ed., em reimpressão de maio de 1998, p. 87.

Imagem: Leda Lucas

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

Posted by Picasa

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Acontecimento (I)

"Veja as flores, essas fiéis da terra.
Aquele que as levasse à intimidade do sono e dormisse
profundamente com as coisas –: ó, como voltaria leve,
diferente em face do dia diferente, da comum profundeza."

(Rilke, Rainer Maria. Sonnets, I, nº XV, p. 171)
Posted by Picasa
Bachelard, em A Poética do Devaneio, " (...) para a grande renovação, seria necessário, trazer as flores para os nossos sonhos da noite. Mas o poeta nos mostra que, já no devaneio, as flores coordenam imagens generalizadas. Não simplesmente imagens sensíveis, cores e perfumes, mas imagens do homem, delicadezas de sentimentos, de calores de lembrança, tentações de oferenda, tudo o que pode florescer numa alma humana."
Mais à frente, continua.
"A cada imagem corresponde um tipo de felicidade. Não é do homem do devaneio que se pode dizer que 'está jogado no mundo'. O mundo é para ele acolhimento, e ele próprio é princípio de acolhimento. O homem do devaneio banha-se na felicidade de sonhar o mundo, banha-se no bem-estar de um mundo feliz. O sonhador é dupla consciência do seu bem-estar e do mundo feliz. Seu cogito não se divide na dialética do sujeito e do objeto."
(Bachelar, Gaston. In: A Poética do Devaneio. São Paulo, Martins Ed., ps. 151 e 152.)

As muitas imagens que povoam os dias
As diferentes leituras que acompanham o viver
São composições. Exatamente: lembranças esquecidas
Dos textos manuscritos na infância longe...

Imagem: Leda Lucas
Poema: Leda Lucas
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@