Enviado por davilira em 18/11/2010
POESIA (Shi), Lee Chang-Dong
Coréia do Sul - 2010
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Mais informações:
http://www.jc.com.br
Enviado por davilira em 18/11/2010
POESIA (Shi), Lee Chang-Dong
Coréia do Sul - 2010
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Multidão
Mais que as ondas do largo oceano
e que as nuvens nos altos ventos,
corre a multidão.
Mais que o fogo em floresta seca,
luminosos, flutuantes, desfrisados vestidos
resvalam sucessivos,
entre as pregas, os laços, as pontas soltas
dos embaralhados turbantes.
Aonde vão esses passos pressurosos, Bhai?
A que encontro? a que chamado?
em que lugar? por que motivo?
Bhai, nós que parecemos parados,
por acaso estaremos também,
sem o sentirmos,
correndo, correndo assim, Bhai, para tão longe,
sem querermos, sem sabermos para onde,
como água, nuvem, fogo?
Bhai, quem nos espera, quem nos receberá,
quem tem pena de nós,
cegos, absurdos, erráticos,
a desabarmos pelas muralhas do tempo?
(Cecília Meireles)
In: Poesia Brasileira – Doze Noturnos de Holanda e outros poemas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986, ps. 75 e 76.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
Manuel Bandeira, em 1947.
Imagem: Leda Lucas (em 09/2011, nas ruas da principal cidade da América do Sul).
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Enviado por programanabatalha em 18/07/2011
Qual o poder do status social?
Em uma sociedade estratificada não somente de acordo com o capital, não basta ganhar bem. Além da divisão por classes, ainda há uma separação quanto ao capital cultural de cada um. Dizer que conhece os livros de Marshall MacLuhan, por exemplo, e que tem propriedade para falar a respeito deles já que ministra a aula de "TV, Mídia e Cultura" em Columbia é uma boa maneira de exercitar o status social e mostrar com quem estão falando. No entanto, isso é o bastante?
Um noivo neurótico na fila do cinema com uma noiva nervosa falando de problemas sexuais e com um pedante professor discursando atrás deles sobre a obra de MacLuhan não poderia desejar outra coisa: Marshall MacLuhan em pessoa para desbancar o intelectualóide e mostrar que o status não é o bastante. E quem nunca desejou ter esse poder? O nonsense tem.
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Pretendo deixar neste espaço pensamentos e reflexões sobre os acontecimentos do dia a dia. Para isto, escreverei poemas (meus e de poetas que amo), comentários sobre textos literários ou não, fotografia, imagens de esculturas, eventos na cidade, comentários sobre filmes e exposições, vídeos, etc., que me tenham perguntado à alma, aos sonhos...