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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Àqueles que gostam, amam mesmo, a lida com as coisas da linguagem, este poema de João Cabral de Mello Neto,


Catar feijão

1.

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco. 


2. 

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.


O poema Catar Feijão faz parte do livro A Educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 - Felipe Bandoni de Oliveira (2012)


Um lindo trabalho de Felipe Bandoni com alunos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), do Colégio Santa Cruz, no ano de 2012.

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domingo, 16 de setembro de 2012

Arte na 30ª Bienal de Artes de São Paulo



Uma das inúmeras obras de Arthur Bispo do Rosário, composta de diferentes cores de tecido com escritos bordados.

Imagem: Leda Lucas

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Posted by Picasa