segunda-feira, 1 de abril de 2013
Árvores no Brasil
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Árvores em meu país
terça-feira, 26 de março de 2013
Ilustração - Santa Rosa - Parte V
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Ilustração - Santa Rosa - Parte IV
Ilustração - Santa Rosa - para a terceira parte do romance Crime e Castigo de Feodor Dostoiévski.
Imagem: Leda Lucas
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Dia Nacional da Poesia
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quinta-feira, 7 de março de 2013
Mattina
M'illumino
d'immenso
Giuseppe Ungaretti, in Allegria/Alegria
Imagem: Leda Lucas
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Àqueles que gostam, amam mesmo, a lida com as coisas da linguagem, este poema de João Cabral de Mello Neto,
Catar feijão
1.
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
O poema Catar Feijão faz parte do livro A Educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.
Catar feijão
1.
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
O poema Catar Feijão faz parte do livro A Educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.
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