quinta-feira, 24 de junho de 2010
Acontecimento (I)
sábado, 19 de junho de 2010
O Silêncio Nascente
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A alma e a matéria
Canção: A Alma e a Matéria
Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte
Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas de jasmim
Na brisa que vem roçar na outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão
Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
E a alma aproveita para viver...
Letra: www.vagalume.com.br
Vídeo: http://www.youtube.com/user/tanogarofaloblues
quinta-feira, 17 de junho de 2010
À Margem da Vida
"Os que vivem no desregramento dizem aos que vivem na ordem que são estes que se afastam da natureza, e julgam segui-la: como os que estão num barco julgam que os que estão na margem, fogem. A linguagem é semelhante em toda parte. É preciso ter um ponto fixo para julgar. O porto julga os que estão no barco, mas onde conseguir um porto na moral?"
(Pascal, pensamento 383)
A existência humana nesta terra, para Pascal, é paradoxal, uma vez que muda de condição e de qualidade se é colocada em dois extremos opostos. Existe um dualismo presente em todas as coisas.
Nos pensamentos de Pascal, a condição humana é colocada em relação: ele tanto pode ser como não ser. O tema de dois extremos opostos aparece em várias passagens dos Pensamentos. Analisando a desproporção do Homem, Pascal diz:
"O homem é nada em relação ao infinito, tudo em relação ao nada."
Para Pascal, o Homem é um ponto intermediário entre o tudo e o nada -, ponto este não linear, mas pertencente à estrutura interna, psicológica do Homem. Para Pascal, é impossível ao Homem conhecer a verdade, pois esta exige o conhecimento dos dois extremos.
E que somente em Deus os dois extremos se unem, convergem, como num círculo. Porém para conhecer Deus, o Homem deve primeiro saber-se nada. Sabendo-se nada, torna-se tudo. É este o segredo que o fino moralismo de Pascal guarda, o de que, ao livrar-se da sua máscara que a arrogância, o amor e o ódio ao eu produzem, o Homem consegue achar a solução para a tensão entre os dois contrários. Mas Deus não é conhecido pela razão. O espírito geométrico não ocupa a totalidade do espírito, o sentimento, com efeito, é mais presente do que o raciocínio.
O coração, diz Pascal, tem razões que a própria razão desconhece, e é ele que permite perceber a conciliação entre os dois infinitos.
Pascal aponta, também, a debilidade da razão: mesmo na geometria, o axioma é uma verdade intuitiva e indemonstrável, ou seja, tão clara que é o coração que a conhece.
Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/pascal/religiao.htm
Imagem: Leda Lucas – a partir de fotografia de Vagner Campos da Futura Press, publicada no jornal O Estado de São Paulo, no dia 13 de junho de 2010, a propósito do drama vivido pela família de Mércia Nahashima, cujo corpo foi encontrado em uma represa próximo de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.
Esta imagem comoveu-me profundamente. E este fragmento de texto de Blaise Pascal é uma tentaiva de explicitação de meu pensamento sobre a questão dos limites e da condição humana.
sábado, 12 de junho de 2010
Nunca tarde
quinta-feira, 10 de junho de 2010
From Endymion (John Keats)
KEATS, John. "From Endymion" / "Do Endymion". In: CAMPOS, Augusto de. Byron e Keats: Entreversos. Traduções de Augusto de Campos. Campinas: Editora Unicamp, 2009.
fonte: http://antoniocicero.blogspot.com
Embaúba
Cecropia hololeuca Miq., Cecropia peltata L., C. glaziovii Snethlage, C. pachystachya Trécul
Nomes populares: árvore-da-preguiça, embaúba-branca, embaúva-prateada, umbaúba-branca
A planta
Comum nos estágios iniciais de recuperação de matas degradadas. A embaúba, ou árvore-da-preguiça-possui, mais, o nome de imbaíba.
Usos
Alimentação: a embaúba-vermelha (C. glaziovii) é usada na alimentação.
Apicultura: flores melíferas. Na base do pecíolo são encontradas em algumas espécies um tecido mole e rico em substâncias nutritivas, que servem de alimento para as formigas que se hospedam nesse vegetal.
Paisagismo: Não é mirmecófila, ou seja, não apresenta associação com formigas. As cecropias constituem uma espécie bastante ampla, algumas habitadas por formigas do gênero Azteca.
Reflorestamento para recuperação ambiental: Os frutos são muito apreciados por pássaros, morcegos e outros animais, seus dispersores. Recomenda-se sua utilização em reflorestamentos heterogêneos para o sombreamento de espécies de estágios sucessionais posteriores.
Uso medicinal
Cecropia peltata, C. glaziovii e C. pachystachya são usadas como diurético enérgico, tônico, adstringente e emenagogo.
Empregadas no tratamento da leucorréia, amemorréia, dismenorréia e disenteria. Aconselhadas também nas afecções respiratórias agudas, asma e coqueluche.
Os antigos caiçaras da praia de Maresias, São Paulo, usavam os frutos para males do fígado.
Fonte: Wikilivros
Imagem: Leda Lucas
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